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Posse de Bola #217: Flamengo e Corinthians em crise, ameaças e intimidações

Os dois clubes mais populares do

futebol

brasileiro,

Corinthians

e

Flamengo

vivem situação semelhante, com o time em má fase técnica, o comando de treinadores portugueses que chegaram há pouco tempo e o protesto de torcedores que extrapola a simples manifestação e chega a casos de intimidação e ameaça.

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Posse de Bola #21

7, os jornalistas Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, Juca Kfouri e Mauro Cezar Pereira analisam a crise no Corinthians e no Flamengo e as causas, que incluem a relação das direções com torcedores organizados e dificuldades em relação a seus elencos em um período no qual o Campeonato Brasileiro ainda está prestes a começar e cada um foi a campo apenas uma vez na

Libertadores

.

Arnaldo Ribeiro afirma que os problemas passam muito pelas direções dos dois clubes, que deixam de cumprir o papel na relação de jogadores com técnicos e também com os torcedores e acabam permitindo que ocorra esta pressão atual no CT Joaquim Grava e no Ninho do Urubu.

“Dois clubes mais populares do país e duas diretorias frouxas, com ligações com líderes de torcidas organizadas, no Flamengo no caso inclusive eleitoreiras e com as principais lideranças dos clubes e por conta disso, ligações muito próximas, incapazes de eventualmente fazer uma reformulação em cada um dos clubes”, diz Arnaldo.

“As diretorias neste caso, acho que o diretor, o presidente, a única coisa que eles teriam de fazer, o trabalho além de catapultar suas carreiras pessoais com a exposição que Corinthians e Flamengo dão naturalmente era fazer a intermediação entre jogadores e treinador, entre jogadores e torcida, eles não fazem. Chega um técnico estrangeiro e é a tal do ‘dá a chave do CT’, virou isso”, completa.

Mauro Cezar afirma que os torcedores organizados que se manifestaram no Corinthians e no Flamengo poderiam representar o todo das torcidas dos dois clubes se não fosse a tentativa de intimidação, ameaças e a violência que se viu de formas diferentes nos dois clubes, pontuando que a ação da forma como ocorreu ontem (7) e hoje é condenável.

“Se não fossem violentos, eles podem até estar representando, você pode fazer qualquer manifestação sem ser agressivo. Agora, eu vi aqui as imagens e soco em carro de jogador, intimidação, isso evidentemente não está certo, é óbvio que não está certo, é até redundante falar isso. Agora, se você faz uma manifestação pacífica, mostrando insatisfação para os jogadores, não vejo nenhum problema, seja torcida organizada ou não”, diz Mauro.

“Você pode se manifestar de outras formas. Muitas vezes a Mancha Verde fez manifestações na porta do CT em que não houve nada, não agrediram ninguém. As pessoas têm o direito de se manifestar, desde que elas não sejam violentas. Se fizessem de forma não agressiva, talvez até representassem de fato o torcedor que está chateado”, completa.

Juca Kfouri comenta o caso do Corinthians, em que houve uma ameaça à mulher do goleiro Cássio, que acionou a polícia depois do episódio. Além de condenar as ameaças, o jornalista também critica a direção corintiana por abrir as portas do CT e receber pessoas do mesmo grupo do qual chegam ameaças aos jogadores corintianos.

“O covarde que gravou ameaçando a mulher do Cássio, o Cássio, dizendo barbaridades, que precisa ser identificado e felizmente o Cássio foi à polícia e fez um boletim de ocorrência. Mas a direção do Corinthians também merece que o Cássio lhe dê uma banana porque não é possível que você conviva profissionalmente com pessoas que abriguem aqueles que o ameaçam”, afirma Juca.

“Além do fato de a direção do Corinthians ser a principal responsável pela crise técnica que o Corinthians atravessa por ter montado um time da terceira idade e por não ser capaz de renovar o time do Corinthians, porque deixa a categoria de base na mão de bicheiro”, conclui.

O programa também analisa o momento do São Paulo após a vitória sofrida na Copa Sul-Americana, a estreia com derrota do Fortaleza na Libertadores e o início do Campeonato Brasileiro com

Atlético-MG

e Palmeiras em alta.


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