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Entenda as insatisfações do elenco e de Paulo Sousa que fizeram crise no Flamengo estourar

6/4/2022 19:32

Técnico se vê exposto por uma “suposta” reformulação que entende não ser sua responsabilidade

Nem mesmo a vitória por 2 a 0 sobre o Sporting Cristal, na estreia da Copa Libertadores, acalmou os ânimos dentro do Flamengo. O ambiente internamente é bem delicado e há insatisfação por todos os lados, desde o elenco, passando pela comissão técnica e diretoria.

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Nesta quarta-feira (06), uma suposta declaração de Marcos Braz, trazida pelo jornalista Juca Kfouri, em sua coluna na UOL, trouxe mais problemas internamente.

Está difícil. Ninguém está gostando dessa indefinição na escalação, as experiências já deveriam ter acabado. Mas não falo nada diretamente, pra não dizerem que estou interferindo“, teria dito o vice-presidente de futebol do clube.

A reportagem da GOAL tentou contato com Marcos Braz para confirmar se essas palavras pertencem a ele, mas ainda não teve retorno. A expectativa é de que o dirigente conceda uma entrevista coletiva nos próximos dias, para tentar aliviar a pressão em cima do elenco e do próprio treinador.

A fala, pertencendo ou não a Marcos Braz, reflete um pouco do pensamento de boa parte do elenco rubro-negro, que levanta vários questionamentos sobre o trabalho de Paulo Sousa. Abaixo, a GOAL explica alguns deles.

O “rodízio” de Paulo Sousa, que deixou claro desde o momento em que chegou no clube que faria mudanças e testes, é questionado ao mesmo tempo em que a metodologia do técnico não é considerada fácil. Alguns atletas afiram quem, sem continuidade, o processo se torna mais difícil. Em 15 jogos, foram 14 escalações diferentes.

Paulo, contra-argumenta, no entanto, que qualquer um consegue perceber que já existe um time base e que, no futebol moderno, não existem 11 titulares. O técnico também já afirmou várias vezes que não vai abrir mão de suas convicções e da maneira que entende como o trabalho deve ser executado.

Da forma que roda a equipe e faz mudanças constantes, atletas alegam que uns recebem mais tempo e oportunidade que os outros, como no caso de Gabigol. O atacante é um dos jogadores que tem mais minutos somados sob o comando de Paulo Sousa, de 15 jogos, ficou de fora de apenas um e só na primeira partida iniciou no banco de reservas.

Na primeira entrevista, antes de chegar ao clube, Paulo falou sobre Pedro e disse que o atacante teria mais espaço com ele. A situação deixou o camisa 21 bastante animado, ele inciou nem a pré-temporada, fez bons treinos, mas não teve o espaço que imaginou que teria.

Um fato que deixou muitos jogadores, inclusive Pedro, sem grandes explicações, foi a não utilização do jogador durante a Supercopa, principal objetivo do Flamengo neste início de temporada. Depois disso, segundo fontes do dia a dia do Ninho do Urubu, o camisa 21 tem se mostrado um pouco desmotivado.

A maneira como Paulo fala nas coletivas de imprensa, sobre a dificuldade de boa parte dos atletas em assimiliar a metodologia é tratada com desconfiança pelo grupo, que não abraçou totalmente as ideias do técnico. Antes do segundo jogo da final do Campeonato Carioca, alguns atletas questionaram a comissão sobre a possibilidade de mudar o esquema de jogo, mas o treinador optou por seguir suas convicções.

Alguns jogadores entendem que há decisões do técnico que atrapalham seu rendimento. Everton Ribeiro, por exemplo, não se sente confortável atuando na ala-esquerda, uma vez que Filipe Luís joga mais recuado e não faz ultrapassagens, jogadinha que o camisa 7 se adaptou a fazer pelo lado direito.

Everton entende também que, dos 4 jogadores de frente, ele, Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol, é o mais velho e o que tem mais responsabilidades defensivas, já que os demais pouco ou quase nunca voltam para ajudar na marcação.

No gol, Hugo Sousa iniciou a temporada como titular, mas Diego Alves entende que, por conta do rodízio do técnico, poderia ter mais oportunidades. O camisa 1 começou a treinar em dois períodos, perdeu peso e pleiteou mais chances, mas entendeu que não teve muitas justificativas. Agora, com a chegada de Santos, ele deve passar a ser terceira opção.

A comissão técnica, por sua vez, acredita que Diego Alves ficou para trás e quando teve oportunidades não as aproveitou. As falhas diante do Resende foram consideradas graves e há o entendimento de que Hugo está dando conta do recado.

O técnico é considerado fechado, difícil de ouvir. Por outro lado, se mostra um pouco mais aberto a alguns nomes, como David Luiz, tratado internamente pela comissão técnica como hoje um dos líderes do grupo. O zagueiro tem bom trânsito com todos, mas o fato de Paulo ouvir mais uns que os outros também é motivo de reclamações.

Se os atletas têm queixas, Paulo Sousa não fica atrás. O técnico chegou num ambiente um pouco diferente do que esperava encontrar. O entendimento é de que, o processo de reformulação da equipe não deveria ser responsabilidade dele e sim dos dirigentes.

Antes de desembarcar no clube, Paulo pediu quatro reforços, que faziam funções as quais ele entendia ser extremamente importante para o desenrolar do seu jogo. Nenhum deles entrou em campo até o momento e das cinco contratações, apenas 2 foram pedidos do técnico. A diretoria, por sua vez, entende que, com o que tem na mão, e o que foi entregue nos últimos dias, é mais do que suficiente para fazer um bom trabalho neste momento.

Paulo insiste na sua metodologia e entende que, com boa vontade de todos, aos poucos o time vai encaixando no processo. Que atletas precisam aprender a atuar em mais de uma função e que, nem sempre é um processo fácil. Depende da disposição de todos e também da paciência da direção.

O treinador em momento nenhum disse que não contava com atleta A ou B e que este ou aquele estava fora dos planos e sente-se exposto com algumas notícias recentemente publicadas. Para Paulo, este papel é único e exclusivo da diretoria, que neste momento se omite.

Um exemplo é o de Andreas Pereira. Internamente na diretoria, existe um debate sobre o assunto. Há quem acredite que a compra não deve ser efetuada e pressiona Landim, que já tem um acordo com o United. Por outro lado, fica feio na visão do mercado desfazer um acordo com os ingleses e seria mais interessante para o clube que o próprio jogador desistisse.

A situação causa desconforto em quem defende que, seria mais fácil sentar, juntar todas as partes e reavaliar juntos a situação. Há quem identifique que falta clareza do Flamengo em alguns processos, inclusive na condução de uma reformulação, que suspostamente está nas mãos de Paulo Sousa, mas não está.

No meio da crise, o presidente Rodolfo Landim viajou para a Europa, mas se mantém a par de tudo remotamente. Marcos Braz, vice-presidente de futebol, tem como missão aparar as arestas do elenco de olho no ínicio do Brasileirão e na retomada da tranquilidade para a sequência do trabalho de Paulo Sousa, que segundo a diretoria, pelo menos por enquanto, é o que se deseja para a temporada 2022.

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1227 visitas – Fonte: Goal.com



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