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Corinthians e Flamengo são responsáveis por violência contra seus jogadores

Os clubes de

futebol

têm total responsabilidade pelos protestos violentos que torcedores fazem contra seus jogadores. Episódios como os vistos no

Corinthians

no Flamengo entre ontem e hoje (8) só acontecem porque há uma conivência das diretorias com comportamento como presenciamos nos últimos dias.

No Parque São Jorge, por exemplo, Cássio e sua família precisaram ir à delegacia para registrar B.O. por uma ameaça com direito até a foto com arma de fogo. O detalhe é que minutos antes de o episódio atingir um dos principais ídolos do clube, alguns membros de organizadas tinham a sua entrada permitida no CT Joaquim Grava, como flagrou a câmera da

ESPN

. Do que adianta soltar uma nota de repúdio e permitir esse tipo de coisa?

Afinal, por que esses torcedores têm direito de entrar para conversar com diretoria, comissão técnica ou jogadores? Por que as relações institucionais são mantidas mesmo após episódios como esse? Por que eles ainda recebem benefícios em viagens ou ingressos diretamente do clube? Vale lembrar que em 2014 uma invasão neste mesmo CT colocou em risco a segurança dos atletas e, naquela ocasião, as câmeras estavam misteriosamente desligadas.

Nos episódios de hoje no Flamengo, torcedores cercaram os carros dos atletas, ameaçaram alguns atletas e até mesmo tentaram a agressão pela janela em alguns casos. E vale lembrar que, até o início da semana, Marcos Braz estava marcando reunião com as organizadas para ouvir as reivindicações dos torcedores. Por que eles têm esse direito e um sócio-torcedor que paga todo mês a mensalidade não tem?

Em um passado recente, episódios de violência como esses foram vistos no Palmeiras, no São Paulo, no

Grêmio

… A lista é infinita. Quando um clube presencia cenas como essa e não faz nada, a impressão que fica é que ele está gostando desse tipo de pressão e concordando com cobranças desse tipo.

Protestos são válidos. Torcedores têm que reclamar quando não estão satisfeitos com o que está rolando em campo, mas tudo dentro do limite. Um rompimento institucional entre clube e torcida não garante que a violência vai parar, mas ao menos mostra que as diretorias não são coniventes com atos como esse.


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