Notícias

Análise: tratamento igual nos treinos dá solidez ao Flamengo do Brasileiro e das copas


Dizer que o

Flamengo

goleou o Athletico-PR por 5 a 0 somente devido ao excelente aproveitamento nas bolas aéreas seria uma análise rasa e óbvia da atuação rubro-negra no domingo do Dia dos Pais. O time que vem disputando o Brasileiro há três rodadas atropelou o rival do início ao fim.

Registrou quase o quíntuplo de finalizações (23 a 5), teve mais posse de bola (64%) e pouco foi ameaçado


.

No primeiro tempo, que terminou em 0 a 0, tabelas interessantes saíram, e o volume foi grande. A velocidade de Ayrton Lucas e a profundidade de Matheuzinho foram bem exploradas. Victor Hugo, Thiago Maia e Diego controlaram o meio-campo, mas em alguns momentos o

Flamengo

pecou pela lentidão na transição.


+ Dorival Júnior vibra com a goleada do Flamengo e destaca força na bola parada



+ Gabigol quebra protocolo em goleada do Flamengo e usa patch do Rio: “Carioca”

Cebolinha e Marinho, os pontas, oscilaram na etapa. Começaram em altíssima intensidade, mas no final da etapa o nível não foi o mesmo. Nada preocupante. Everton driblou, ousou e buscou o fundo. E o camisa 31, pelo lado direito, finalizou de todos os jeitos e buscou o passe final constantemente.

Mesmo com o zero no placar, o

Flamengo

foi para o intervalo com os seguintes números:

Finalizações:

Flamengo

12×0 Athletico

Posse de bola:

Flamengo

62% x 38% Athletico

Faltas cometidas:

Flamengo

9×9 Athletico

Passes:

Flamengo

313×158 Athletico

Precisão dos passes: 89%

Flamengo

x 78% Athletico

Amarelos:

Flamengo

2×0 Athletico

Fabrício Bruno engraxa a chuteira de Marinho, seu garçom na goleada do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
1 de 2 Fabrício Bruno engraxa a chuteira de Marinho, seu garçom na goleada do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Fabrício Bruno engraxa a chuteira de Marinho, seu garçom na goleada do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

O

Flamengo

A tem um “centroavante-centroavante” e um 9 que flutua por todas as áreas do setor ofensivo como se fosse o antigo ponta de lança. O lateral-esquerdo constrói, mas por idade e estilo de jogo, lança-se ao ataque com parcimônia. O camisa 7 voltou a ser um

meio-campista de características únicas


e que não se limita mais ao corredor do lado direito. E há ainda um

“14 que é 10”


sem reposição no

Flamengo

B. Não apenas dentro do clube, mas no futebol sul-americano.

O

Flamengo

B não tem centroavante-centroavante, mas o responsável por botar as bolas para dentro chegou a três gols em três rodadas consecutivas. Lázaro nem fez jogo acima da média, mas cumpriu o papel de ser o artilheiro. Ayrton Lucas avançou, como dele se espera, e marcou. Matheuzinho explorou bem o outro corredor com a profundidade que lhe é peculiar.

E os pontas Marinho e Cebolinha, que atuam em posição já não tão obrigatória – ou engessada – na equipe das copas, fizeram o que deles se espera: partir para o fundo, buscar a individualidade e o passe para o companheiro em melhor posição.

Mesmo assim os “Flamengos” de Dorival funcionam muito bem. E por quê?

Porque Dorival Júnior, com o auxílio de sua comissão técnica, trabalha simultaneamente os diversos fundamentos com os dois times que dirige. O próprio confirmou isso após o jogo, ainda que as duas equipes tenham grandes diferenças de características.

– De um modo geral, estamos convivendo com essa situação e trabalhando com muita dedicação aos aos dois times. Todo trabalho feito com uma equipe é paralelamente feito com outra. Enquanto estamos trabalhando, por exemplo, bolas paradas num campo, nós estamos com a equipe A trabalhando de outra forma.

– Invertemos o processo: a equipe A vai trabalhar bola parada no campo ao lado. A equipe B vem para o campo principal e, dentro das características daquela equipe, nós trabalhamos os movimentos e as ações, principalmente posicionamentos e comportamentos que são fundamentais porque mudam com a característica de uma em relação à característica da outra – explicou.

Fabrício Bruno e Marinho mandam para longe a incerteza

Após um grande primeiro tempo, o

Flamengo

voltou do intervalo com erros que chegaram a causar impaciência na arquibancada. Ayrton Lucas, que terminaria como um dos destaques rubro-negros, quase complicou Thiago Maia. Quase. Aí a bola parada entrou em campo (às 10h você lê analise mais completa sobre o fundamento no

ge

).

Marinho deu três assistências em escanteios, e o zagueiro Fabrício Bruno, que ainda não havia marcado de vermelho e preto, fez logo dois de cabeça. Fabrício, aliás, não errou nenhum dos 52 passes tentados. Pablo, seu companheiro de setor, foi quem mais deu passes no jogo: 81 – errou apenas quatro.

Lázaro, que vinha oscilando, repetiu Fabrício Bruno e ampliou numa testada. No final, Pedro fechou a conta do mesmo jeito.

Aliás, para não passar batido, o gol de Ayrton Lucas também saiu num escanteio… do Atlhetico. Após contra-ataque puxado com maestria por Marinho, Cebolinha esticou em Matheuzinho, e Ayrton aproveitou a sobra para fazer o seu – o terceiro do

Flamengo

.

Apesar dos gols muito semelhantes – quatro marcados em escanteios cobrados no primeiro pau – para decretar a vitória por 5 a 0, os “dois Flamengos” de Dorival Júnior mostram variedade de repertório e uma coincidência que geralmente passa despercebida em goleadas:

a vocação para defender bem

.

– Resultado a gente não consegue administrar, mas os trabalhos que estão sendo desenvolvidos nos mostram o interesse, a integração, a atenção e a preocupação dos jogadores em acertarem, em quererem melhorar e de estarem buscando soluções para pequenos problemas que aconteçam.

– Acho que isso que tem feito as duas equipes estarem fortes e, acima de tudo, seguras. Já são 11 jogos sem levar gol, e isso é um número considerável ainda mais para uma equipe que vinha mostrando problemas. E uma incerteza e uma insegurança muito grande, principalmente no nosso sistema defensivo – analisou Dorival.

Em 19 jogos, o

Flamengo

não foi vazado em 11. São 12 gols sofridos e 42 marcados, com 14 vitórias, um empate e quatro derrotas. Bom trabalho da defesa, do meio-campo que a protege e de um goleiro que dificilmente solta bolas.

O

Flamengo

B disputou três jogos com a mesma formação – exceção neste domingo foi Thiago Maia no lugar de Vidal – e venceu três jogos, marcou 11 gols e sofreu apenas um. Rubro-Negro está pluralmente sólido.



+ Quer transformar seu conhecimento sobre o futebol em prêmios em dinheiro a cada rodada do Brasileirão? Acesse o Cartola Express!



+ Leia mais notícias do Flamengo

 — Foto: Reprodução
2 de 2 — Foto: Reprodução

— Foto: Reprodução



+ Bora de Brasileirão! A maior oferta de jogos por um preço que dá jogo. Assine o Premiere!

🎧


Ouça o podcast ge Flamengo


🎧


Assista: tudo sobre o



Flamengo



no ge, na Globo e no sportv

Link Original

E pra você que curte o mundo esportivo -- entre agora mesmo em Palpites GE e tenha sempre em mãos as melhores dicas de investimento no futebol brasileiro e internacional.